Servidores do Hospital de N. Sra. do Socorro reclamam de falta de condições de trabalho


Os diretores do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), João Wadson e Maria Edite, visitaram o Hospital Regional José Franco Sobrinho, em Nossa Senhora do Socorro, nesta quinta-feira, 7, e encontraram inúmeras falhas de estrutura física, falta de insumos e segurança e condições precárias de trabalho para os servidores da enfermagem.

Na avaliação dos diretores, há um descaso com os trabalhadores do hospital. Estão quebrados os condicionadores de ar do balcão de espera e de muitas salas de observação, prejudicando a climatização nestes ambientes, além da falta de água mineral na unidade. “É um recurso básico em qualquer órgão público que está afetando o desempenho dos profissionais da saúde que estão retirando do próprio bolso e arrecadando dinheiro para a compra de água mineral”, explica João Wadson.

Os líderes sindicais receberam informações que, esta semana, houve uma circular interna impondo que haja remanejamentos de servidores entre todos os setores do hospital, mesmo sem saber as condições de cada um. “A questão não é o remanejamento em si, mas a imposição, a forma que está sendo feita. Não há um treinamento com os trabalhadores e não há diálogo com a nova superintendência. É preciso ter respeito a categoria e melhores condições de trabalho”, informa Wadson.

Na visita, foram vistos pacientes sem identificação, falta de livro de ocorrência e insumos hospitalares, a exemplo de papel toalha e papel higiênico. Foram ouvidas também denúncias de agressão verbal aos trabalhadores.

Diante deste cenário, os trabalhadores do hospital irão fazer um abaixo-assinado mostrando toda a insatisfação em relação às condições de trabalho para ser entregue a direção do Sintasa, que estará agendando uma reunião com os órgãos competentes e fará outra visita surpresa no hospital. Sobre a questão de assédio moral e problemas financeiros, houve a orientação de procurarem o setor jurídico do Sintasa, às sextas-feiras, na sede do sindicato, munidos de documentos, para que as devidas providências judiciais sejam tomadas.