Servidores do SAMU vão paralisar depois do Carnaval e acenam por greve



No dia 15 de fevereiro, um dia após a Quarta-Feira de Cinzas, os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) irão paralisar suas atividades durante 24 horas como forma de protesto pelos atrasos salariais, falta de reajuste salarial e incerteza em relação ao futuro profissional, caso haja a extinção da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). A decisão foi tomada em assembleia nessa segunda-feira, 5, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa).

A concentração da paralisação será a partir das 7 horas, na sede do SAMU, e de lá os servidores irão doar sangue no Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), visto que nesta época depois do Carnaval existe uma necessidade maior para doação de sangue. Durante o ato, promovido pelo Sintasa e pelo Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Sergipe (Sindconam/SE), a categoria irá fazer uma assembleia para decidir sobre a possibilidade de deflagrar uma greve no dia 8 de março.

“A situação dos servidores da saúde é dramática. Se não bastasse os atrasos salariais, a falta de reajuste salarial, agora existe esta decisão do fim da FHS no dia 31 de março de 2019. Diante disto, não podemos ficar parados e classe trabalhadora tem que reagir. A partir desta semana, vamos fazer uma série de reuniões com outros sindicatos ligados à saúde, e nesta segunda, começamos reunindo os condutores de ambulância e técnicos de enfermagem do SAMU, para juntos paralisarmos e chamar a atenção do poder público em relação a este problema”, explica Augusto Couto, presidente do Sintasa.

O presidente do Sindconam/SE, Adilson Capote, compartilha da mesma indignação. “Chegou o momento de darmos um basta nesta situação. Vamos pressionar o governo para que ao invés de pagar os credores, pague primeiro o servidor, e como sabemos que o governo não está preocupado com o trabalhador, iremos fazer movimentos paralisação e o que for preciso para que o Governo reassuma a responsabilidade de pagar em dia o trabalhador, reveja o reajuste anual, e não permita o desemprego de mais de cinco mil servidores”, disse Adilson.