Sintasa recebe denúncias de servidores de Capela e Neópolis


A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) visitou as regionais de Capela e Neópolis nessa segunda-feira, 16, e ouviu as reivindicações dos servidores e também para colher opiniões para a confecção do novo Acordo Coletivo 2017-2018 da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS).

Em Capela, o principal ponto foi sobre a transferência do serviço de maternidade para o Hospital Regional de Nossa Senhora do Socorro. Eles não querem que ocorra esta mudança, mas se ocorrer que se mantenham as 12 horas e que tenham condições de se locomover até o trabalho. Os servidores estão angustiados e esperam que a Sintasa converse com a direção da FHS para saber o andamento da situação. 

Sobre o Acordo Coletivo, querem que exista a possibilidade para três folgas-prêmios dentro do ano, visto que atualmente só podem duas vezes. Querem também a possibilidade de mais trocas de serviço, de preferência, mais de quatro vezes. No tocante à alimentação, reconhecem que houve uma melhora, mas assim mesmo, o cardápio ficaria limitado à franco e carne moída. E outra questão relacionada é que denunciam a falta de nutricionista, até mesmo para os pacientes diabéticos. Reclamam ainda que não existem farmacêuticos.

Neópolis
Na Regional de Neópolis, houve várias reclamações sobre a alimentação que fica restrita à frango e carne moída, e quando tem suco, falta a salada. Eles denunciam que o hospital funciona como Unidade de Pronto-Atendimento com 16 leitos para uma enfermeira e quatro técnicos de enfermagem ou auxiliares de enfermagem, tanto pelo dia como pela noite. 

Eles apontam que a coordenação do hospital entregou ao setor de enfermagem uma resolução informando que quando houver transferência de paciente é preciso ir um técnico ou auxiliar de enfermagem acompanhando, contudo, as ambulâncias das unidades são de atendimento básico. 

Outra reclamação é que os auxiliares e técnicos de enfermagem que trabalham na Central de Material Esterilizado (CME) são os mesmos que ficam na área limpa, o que acaba sujando o local. Além disso, o material para desinfecção vai para a regional de Propriá na ambulância junto com os auxiliares e técnicos, o que acaba atrasando estes profissionais porque muitas vezes precisam esperar a desinfecção do material para retornar ao município, uma vez que a autoclave do setor está sem funcionar.