Sintasa apoia greve do SAMU

28/03/2014 00:11:33 em Geral


Começou nesta quinta-feira (27) o primeiro dia de greve dos trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Durante boa parte do dia, estiveram reunidos na frente do prédio do SAMU Estadual, que fica ao lado do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), como forma de protesto de não ter nenhum item da pauta de reinvidicação atendido pelo Governo do Estado.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Sergipe (Sinstasa), Augusto Couto, o SAMU não está igual como foi no início, que era referência nacional. “Hoje, está praticamente sucateado e abandonado pelo Governo. Por isso, nós chegamos no limite. E, por isso, estamos em greve. E isto aqui é um passo para que as outras categorias da Saúde possam fazer greve por tempo indeterminado”, disse Augusto, acrescentando que as escalas foram montadas e foi colocado 50% da frota trabalhando, mais do que a lei exige que é de 30%.

Os profissionais do SAMU buscam o reajuste salarial 20012-2014; melhores condições de trabalho, inclusive, instalações físicas; negociação do Acordo Coletivo; discussão sobre a situação dos servidores de Aracaju e melhores condições de trabalho.

“A gente hoje tem ambulância sucateada, estruturas físicas inadequadas, que não satisfazem as necessidades e a gente está vendo o serviço se deteriorá, e ninguem faz um investimento adequado para a recuperação”, disse Flávia Brasileiro, presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe (Sieese), que apoia a greve, assim como o Sindicato dos Condutores de Ambulância de Sergipe.

Augusto Couto, presidente do Sintasa


Há unidades do SAMU que não tem água. E o funcionário diariamente precisa gastar R$ 16,00 de água mineral, sendo que a obrigação é do serviço fornecedor . Na base do Siqueira Campos, o pessoal está amontoado num repouso único insuficiente para o número dos profissionais. Há falhas de segurança, de acomodação e somente um veículos USB (Unidades de Suporte Básico), conta com ar-condicionado.

“A coordenação do SAMU, a Secretaria de Estado e a própria Fundação tem conhecimento da situação do serviço, mas ninguém toma providência”, completa Brasileiro.